domingo, 4 de dezembro de 2016

DIANTE DA IGNORÂNCIA DA CLASSE POLÍTICA, FORÇA CHAPE, FORÇA POVO BRASILEIRO

 O velório coletivo - Foto capturada do site BBC BRASIL
A imprensa divulgou em todas as redes o  drama da Chapecoense e as perdas na mesma imprensa. Hoje (4), me comoveu a homenagem feita pelo Esporte Espetacular aos profissionais que trabalhavam, principalmente, no Sistema Globo. Dias antes, chamou-me a atenção o empenho e a eficiência dos bolivianos. Ao mesmo tempo, no Brasil, a Classe Política - que ganha “burros de dinheiro", em um país em que o vota seu próprio salário, desfigura o projeto anticorrupção. Ao mesmo tempo, acho, endeusam um juiz. Mas, que fique claro: abuso de poder serve para todos. 
Este é um resumo dos acontecimentos. O que se pode dizer, com certeza, é que  no Brasil, em menos de cinco anos, se realizou uma Copa do Mundo e, por último, as Olimpíadas, ou como se divulgou, #Rio2016. Tudo em detrimento à classe pobre do país.
Nesses últimos anos, com a derrocada da Economia, um reflexo mundial, quem mais perdeu, foram os assalariados brasileiros. A elite - que se sentiu ameaçada com a queda dos níveis de pobreza, ainda não admite ver filhos de pobres sentar-se no mesmo banco que os de seus filhos, a exemplo, principalmente, de cursos como o de Odontologia e de Medicina.
É fato que talvez toda essa comoção que envolveu o país, com a morte de 71 pessoas  - entre a delegação do time da Chapecoense, profissionais da imprensa e tripulação, fique consumado apenas como uma fatalidade. A culpa, como é divulgado, talvez tenha sido mesmo do não abastecimento da aeronave. Mas, aviões não caem todos os dias, por falta de combustível, falha humana, ou por intempéries do tempo. Apesar da caixa preta, que neste caso é laranja, as informações nunca são exatas quando se trata de acidente aéreo.
É fato, também, que a imprensa - que também teve perdas, divulga e propaga pouco sobre os seis “sobreviventes da fatalidade". Não se vê grandes reportagens e apurações sobre em que circunstâncias esses passageiros se salvaram. Um dos sobreviventes foi o técnico de voo Erwin Tumiri, boliviano. A comissária de bordo Ximena Suárez também se salvou. 
Dos 21 profissionais de comunicação no voo, o único que escapou foi o jornalista Rafael Henzel. Os outros foram os jogadores Alan Ruschel, lateral, ( o 1º a chegar no hospital), Helio Hermito Zampier Neto e Jakson Follmann, goleiro. Responsável por grandes defesas, que ajudaram na classificação da Associação Chapecoense de Futebol, para a final que iam disputar, o goleiro Danilo, chegou a ser tirado com vida dos destroços, mas não resistiu aos ferimentos.
Quanto a ação dos “nobres” políticos brasileiros, se vê uma demonstração clara do "respeito" que tem com a população: na madrugada de terça-feira, pós-noite em que os fatos acima eram amplamente divulgados, se reúnem em sessão extraordinária para desfigurar o pacote anticorrupção em uma jogada contra o povo do Brasil. Que no dia seguinte, data do jogo, recebe o carinho e o reconhecimento do nobre (sem aspas) povo da Colômbiạ.
Alguns, na maior cara-de-pau, dirão com certeza foram “acidentes de percurso”. Para os dois os casos: afinal, a  classe política brasileira não tem sentimentalismo e ignora a morte de qualquer cidadão.

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