24 outubro, 2022

VINGANÇA TECNOLÓGICA TRATADA NO LIVRO DE EDWARD TENNER

A vingança da tecnologia nas áreas biológicas, mecânicas, médicas e químicas provocadas por inventos e inovações do século XX, algumas pensadas séculos antes, é apresentada em um livro escrito no final da década de 1990, antes mesmo da revolução promovida por Bill Gates e Steve Jobs. É como se o escritor Edward Tenner, ex-editor executivo de Ciências Físicas e História da Princeton University Press, tivesse pesquisado no Google todas consequências. 

Ele escreve sobre o calor dos corpos dos turistas destruindo as belezas de relíquias do passado, do acidente de Chernobyl, ocorrido durante um teste de segurança e que ainda traz consequências; dos desastres ecológicos e naturais provocados ao homem, ao utilizar um aparelho, uma máquina o carro e o avião. 

Discorre logo no primeiro capítulo Da Vingança dos Efeitos da Vingança, isso em quase tudo inventado e criado pelo homem. Desde um simples barbeador, ar condicionado e grandes construções como os aviões e gigantescos navios.

De inundações ou secas, erosões ou explosões associadas à ação humana. Dos diversos sistemas criados, que trazem alguns reversos e dos avanços na medicina alcançado às custas de mortes. De infecções, epidemias devastadora e doenças combatidas, algumas trazidas de tentativas de buscas de curas, de vacinas e de procedimentos que não deram certo. 

Da alimentação, nutrição e os custos de uma vida saudável. Da aclimatação e o combate as pragas à luta por um corpo mais "sarado" e resistente e os efeitos dessa busca. Dos espaços de trabalho mais informatizado e os modernos meios de transporte que facilitam a chegada à utilização do esporte como lazer, defesa e melhor qualidade de vida. Dado os fatos, os efeitos dessa combinação. 

E se Edward Tenner fosse reescrever o mesmo livro hoje ou acrescentar inovações e invenções das últimas duas décadas, discorreria sobre o enorme trunfo das redes sociais na comunicação, o imediatismo e o acúmulo de informações, além de o poder jornalístico de cada pessoa, com, o efeito devastador das notícias falsas (fake news). 

O livro, hoje, poderia ter o título de A Vingança das Redes Sociais, mencionando o número assombroso de smartphones em poder da maioria da população. E o subtítulo mais apropiado seria as "irônicas consequências das inovações tecnológicas provocadas pelos diversos aplicativos".

23 outubro, 2022

O POEMA "ELA" VEM INAUGURAR A VOLTA ÀS PUBLICAÇÕES

Ela, já passou por essa ponte
Em de Janeiro deste ano, na tentativa de retormar às postagens diárias, fiz o artigo "Imagens da Cor" fechado com o poema Brios, Rios e Fios da Imaginação. Volto, hoje, sem definição do ritmo e estilo que quero para este Blog ou se vale à pena ocupar-me com ele, diante das opções que vão do WhatsApp - inserido à vida diária da maioria das pessoas, o Instragran, o Facebook, o Twitter e o Tik Tok, redes que, atualmente, tomam-me o tempo. 

No artigo cito a conclusão do poema, algo que não ocorreu. Na conjuntura brasileira, seguimos para a disputa final entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, que inclusive participaram de um debate na TV Bandeirantes (rede aberta). A verdade é que, não quero começar com política. Estudo qual o rumo literário vou manter.

Um primo, muito querido, Cleverson Clay, questinou-me por tomar posição política partidária no Twitter, pelo fato de ser jornalista. Argumentei com ele, que usava aplicativo para o lazer, o que faço ainda. Com o surgimento das spaces, surgiu a possibilidade de discussões em grupos. Mas, seu questionamento me levou à reflexão.

Voltando com a participação diária, independente do rumo que tomarei, evitarei posicionamento político partidário. O ideal é escrever, escrever, escrever; pensar e passar para o papel de uma forma que, o conteúdo final volte a chamar atenção de um determinado nicho de leitores. 

Hoje, 23 de Outubro, é Dia do Aviador e Dia da Força Aérea Brasileira, ainda, Dia Mundial da Missões. Em 1906, o brasileiro Santos Dumont fez seu primeiro voo em París, a bordo de um desconhecido avião denominado 14 Bis. Então, é isso... disponho-me, simplesmente, nessa volta, a deixar um poema aqui na página inicial.  Foi construído em Março deste ano. Chama-se ELA.


  Ela

justifica todo o meu querer

toda minha espera

  Bela

vista por um frestado

da janela

despertou meu instinto 

platônico

E nem sei quem é... ela

Mas,

  Nela

ficou toda a minha

fixação

a imaginação singela,

em aquarela

que se consome

E ainda nem sei seu nome 

Se é Adriela, Estela, Florisbela,

Gabriela, Manoela, Maristela,

Perla ou Rafaela...

Voltarei na ordem alfabética,

afinal, não posso me esquecer

de Emanuela. 

Ela é aquela

que quando perto

as amígdalas gela

Longe, a emoção

se esfarela

Sonho com a tutela

de seu coração

Foto de César Dulcidi - Ponte dos Arcos - Barra Mansa-RJ

Editado em 24.10.2022 -