27 outubro, 2014

REELEIÇÃO DE DILMA VAI DAR AO PT 16 ANOS DE GOVERNO

Primeira mulher a governar o Brasil, agora reeleita, Dilma Rousseff (PT), 66, teve cerca de 3% de diferença de votos do candidato Aécio Neves (PSDB). Foi 54 a 51 milhões de votos, em um país de cerca de 146 milhões de eleitores, em uma disputa das mais acirradas desde 1989, quando o Brasil voltou a ter eleições diretas para presidente.
A candidata dividirá um poder de 16 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), com o colega Luiz Inácio Lula da Silva.  O dobro de tempo do partido do  candidato Aécio Neves (PSDB), que concorreu com ela nesta eleição e saiu derrotado.
A eleição foi considerada tranquila, apesar de um homem ter sido assassinado dentro de uma seção, de botarem  fogo em uma urna eletrônica e de em uma outra o eleitor colar as suas teclas. 
A imprensa internacional noticiou. A rede de TV do oriente, Al Jazeera, definiu o pleito brasileiro como uma divisão de forças entre o Sul e o Norte do país. Pode não ser uma verdade, mais é fato que o candidato tucano teve vantagem surpreendente em votos, em Santa Catarina (Sul) e São Paulo (Sudeste), onde conseguiu mais de 60% dos votos.
A capital do Acre, no Norte, deu a candidata petista também mais de 60%, porém fica evidente por ser reduto da candidata Marina Silva, aliada de Aécio.
A votação mais expressiva de Dilma foi no Maranhão, onde ficou com 75% dos votos contra apenas 21% de seu opositor. A presidenta disse, após a divulgação  do resultado, para todo o Brasil e para uma plateia inflamada em Brasília, que seu primeiro compromisso é  unir o país e para isso o diálogo será prioridade e para a Reforma Política defendeu a realização de um plebiscito.
Prometeu  mais impulso na atividade econômica, principalmente na indústria e mais rigor no combate a infração. Fechou seu discurso com esta frase emblemática: “Brasil, mais uma vez esta filha sua não fugirá da luta”.

Na avaliação da imprensa a eleição por todo o país foi tranquila, porém alguns acontecimentos tiveram destaque, como o caso de um eleitor que foi votar com uma cobra no pescoço e outro, em Paraty-RJ, que entrou na seção fumando um  cigarro de maconha.
Segundo a Polícia, não teve  motivação política o assassinato de um homem em uma escola, que servia de seção eleitoral em Mossoró, região oeste do Rio Grande do Norte. Na localidade de Porteira, norte do interior mineiro, foi colocado fogo em uma urna e uma outra urna no interior de Goiás teve suas teclas coladas por um eleitor ainda não identificado.
Ainda em Minas Gerais, mesários bêbados foram impedidos de trabalhar.

03 outubro, 2014

BARRA MANSA E IRAQUE FAZEM ANIVERSÁRIO NO MESMO DIA

Foto de Barra Mansa, com destaque para o Centro Administrativo
Foto Arquivo pessoal
Barra Mansa completa neste 3 de outubro 182 anos, o mesmo tempo de emancipação política-administrativa do Iraque, a antiga Mesopotâmia, tão falada nos livros de História. A exposição 'Estação Memória', shows e a tradicional solenidade hasteamento de bandeiras marcaram a data por aqui, enquanto o povo iraquiano amarga mais um conflito envolvendo o grupo Jihadista Estado Islâmico.
Centro Administrativo de Bujumbura, capital do Burundi, no Iraque
Foto copiada do blog Cidade em Fotos
E interessante lembrar a data em comum, para destacar no tempo, a diferença do lugar e de conjuntura. O povo iraquiano, que teve seu líder mais divulgado na história recente, Saddan Husseim, enforcado pelos Estados Unidos, há muito não tem uma vida mansa como aqui.
Conforme a enciclopédia Wikipédia, Barra Mansa é "composta  por descendentes de imigrantes europeus, principalmente  portugueses, italianos e espanhóis), mas também de franceses e alemães, além de uma dinâmica colônia sírio-libanesa, assim também como de ameríndios e de escravos africanos".
A Wiki esqueceu de falar da grande maioria de mineiros que vive aqui atualmente. Quanto  ao Iraque, a mesma enciclopédia diz que lá foi "berço da civilização suméria ( a mais antiga do mundo), por volta de 4000 a. C". O país da atualidade é resultado da população que viveu fronteiriça ao Império Otomano que ao longo dos séculos viveu em disputa com os Mongóis e outros povos da Ásia Central, posteriormente seguidas de disputas com o Império Russo, no século XIX.
O moderno Iraque surge do amparo de forças inglesas, que ajudaram o país a vencer as sublevações regionais contra o domínio otomano durante a recente I Guerra Mundial. Surge em 1919, com a desmembração dos otomanos após a guerra.
Histórias diferentes.