sábado, 15 de outubro de 2016

A MÁFIA DOS PEDÁGIOS: VIAGEM NA MAIONESE, SEM COBRANÇAS, OU ALGO MUITO SÉRIO?

Há poucos dias estive em Osasco/SP com a família. Ao retornar, em direção ao Rio de Janeiro, fui orientado por parentes a passar pela Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto,  para obter tarifas mais baratas. Realmente, não tenho o que reclamar, mesmo porque na saída de São Paulo o motorista dispõe de um avenida com até seis faixas, quase 100% de muito verde e perto de zero de habitações, além de boa sinalização. Entretanto, houve um incidente, na passagem do pedágio, que intitulei, até por brincadeira de “a máfia dos pedágios”. Mas, que me levou a uma reflexão.
Na volta, por volta das 21 horas, tinha a mulher ao lado e as duas filhas. A mais velha administrava o dinheiro que tínhamos para gastar. Aliás, fomos a São Paulo devido ao curso que fez, de um dia, de Psicologia Criminal. Pois bem, na ida e na volta, separavam a parte da tarifa, fazendo o possível para tê-la à conta, nas paradas. E eu pegava o troco, sem conferir, transferia para minha esposa, ao lado. Num dos últimos pedágios, no valor de R$ 3,20, passei o troco de moedas, sem olhar e arranquei com o carro.
De repente, o apelo das mulheres: “o troco, está errado; para, volta!” Voltar? Como? Parei alguns metros após a cabine de pedágio, ainda na malha rodoviária, encostando mais à esquerda, para liberar passagem. O que, constatei depois, não ocorreu. A moça atendente, tinha virado de posição e fechado a cabine. “Volta, volta. O senhor não vai deixar esse dinheiro para trás”, dizia minha mais velha.
Veja bem, tinha pago com uma nota de R$ 5,00 e o troco foi de R$ 0,50 centavos, portanto faltavam R$ 1,30. Em outra ocasião, eu já teria “me mandado”, com as moedas largadas no console. Devido a insistência, um pouco de indignação por ter sido enganado, desci do carro. “Não acredito que estou voltando”. 
O funcionário, com o macacão de faixas verdes reluzentes, ameaçou vir a meu encontro, mas, acho que surpreso, parou para esperar. Só lhe mostrei as parcas moedas com a mão aberta e sem me deter, lhe disse: “a funcionária me deu troco errado”. 
Cara, o cara não disse nada! E me acompanhou até à cabine, onde a moça já tinha mudado de posição e encerrado a cobrança de um lado do posto, pelo menos naquele momento. É por isso que não surgiram outros carros à minha traseira. Também, não disse nada, e diante da minha reclamação, recolheu as moedas e deu-me o troco certo.
Bem, e aí? ... Aí, a cabeça começou a funcionar. E se não foi um erro? E se a prática é recorrente, diante de alguns motoristas que não conferem o dinheiro, e o jogam direto no console. E se constatam, deixam passar? Como eu teria deixado, se estivesse sozinho. 
O valor de R$ 1,30, que seja, ou de R$ 1,00, moedas, pode representar no final do expediente, só para uma única cabine, R$ 13,00, R$ 26,00 ou mais reais. E se a prática é intencional e livre de culpas. Afinal, vivemos em um país onde se escondem roubos valores na cueca; empresas e políticos desviam milhões, que nunca retornam e a classe política vota seu próprio salário, além de "gozar" de vantagens e mais vantagens.
A “máfia dos pedágios”, ou apenas um acordo onde colegas de trabalho levam para casa apenas uns trocados para o leite ou lanche da noite, sem peso na consciência. Uma forma sutil de conseguir um extra, todos os dias, que no final do mês complementa um salário. 
Ou, afinal, estou “viajando na maionese”- como diriam alguns, sem pagar pedágio, por causa de mixarias. Afinal, “máfias” há em todos os lugares e nunca vamos acabar com elas. E nenhum motoristas está preocupado com os centavos deixados a mais nos pedágios.

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