sábado, 1 de agosto de 2015

IGREJA CATÓLICA E SAINT-GOBAIN FICARAM SEM A COMUNIDADE OPERÁRIA BARBARÁ

A Igreja São José Operário
Por trás da cerca de tela, um matagal toma conta das duas margens da Via Sérgio Braga, entre o Colégio Baldomero Barbará e Saint Gobain, em Barra Mansa. Nem sempre foi assim. Os motoristas de outrora avistavam casas dos dois lados da pista, entre o colégio e a companhia. A Igreja São José Operário é a marca de que ali, no passado, existiu uma comunidade. O supermercado, na mesma rua da igreja, não resistiu à saída dos moradores.
O mundo pós Revolução Industrial conviveu com empresas que davam moradia aos seus empregados e esse costume ultrapassou fronteiras. Na região, CSN, Siderúrgica Barra Mansa (SBM), Companhia Metalúrgica Barbará e até mesmo a White Martins, em numero bem menor, emprestavam casas aos seus empregados.
Árvores do lado direito, onde ficava vila de casas
Aos fundos pátio que dá entrada ao escritório da empresa Saint-Gobain, existia um bairro com quase cem casas. A passagem dos moradores era justamente por ali, no estacionamento da recepção dos visitantes e dos funcionários burocráticos. 
Os que transitam pela Sérgio Braga não imagina que o trecho citado acima – colégio/empresa, incluindo o local onde se situa a lanchonete Habib's e o Posto da Petrobras, existiam residencias padrões. Casas que, não diferente da SBM e da CSN, eram modestas ou mais completas e arranjadas, destinadas, respectivamente, a funcionários comuns e ou engenheiros e chefes.
 Margem esquerda, local do ambulatório da Barbará 
Os mais antigos vão lembrar que as casas do lado direito da pista, em direção ao centro de Barra Mansa, eram moradias bem rústicas, pois nelas moravam os operários sem classificação ou ajudantes.
As escadas do ambulatório dentário da empresa, ao lado do estacionamento, ainda está lá, em meio a árvores e mato, como sinais de uma civilização antiga. Na memória dos que conheceram, lembranças de usuários, pessoal da limpeza, dentistas e estagiários (da Faculdade de Odontologia de Volta Redonda).
Os vestígios das casas da Metalúrgica Barbará, todas demolidas, praticamente sumiram. Uma última família, que morava nas proximidades de onde está atualmente a FAETEC, lutou até bem pouco tempo pelo direito à moradia.
Contam os mais antigos que os poucos Eucaliptos, existentes nos morros próximos da metalúrgica, são remanescentes dos plantados no começo da metade do século passado para gerar o carvão a ser usado pela usina francesa recém-instalada, na época, em Barra Mansa. 
Foto: Cesar Dulcidi -

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