sexta-feira, 17 de julho de 2015

ONU DIZ SER PRECISO 267 BILHÕES DE DÕLARES PARA ACABAR COM A FOME NO MUNDO

No meio urbano, os investimentos podem ser
para as empresas ou outras iniciativas
Foto:  Bom Gosto, Barra Mansa
Arquivo pessoal
Serão necessários investimentos de cerca de US$ 267 bilhões (cerca de 239 bilhões de euros) por ano, durante os próximos 15 anos, ou seja: US$ 160 (143 euros) por ano e por pessoa que vive em situação de pobreza para acabar de vez com a fome no mundo. Foi mais ou menos isso que declarou José Graziano da Silva, diretor-geral da FAO, ao presentar, em Roma, o relatório do Programa Alimentar Mundial e do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola.
A publicação do relatório em toda a imprensa mundial, emitido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), foi entre os dia 10 e 12 de julho, especialmente, no site Agência Brasil (EBC) de onde este blog retirou a notícia.
Em resumo, a mensagem do relatório estima ser possível eliminar a fome no mundo até 2030 com os tais investimento de 239 bilhões de euros ou US$ 267 bilhões, por ano. E que, mantendo a situação atual, haverá no mesmo ano (2030) mais de 650 milhões de pessoas sofrendo com a fome.
Uma outra declaração do diretor-geral da FAO é mais intimidadora ainda: segundo Graziano, o preço a pagar para erradicação da fome crônica no mundo é relativamente baixo. O relatório apresenta propostas de investimento combinadas com medidas de proteção social, nos meios rural e urbano. A maioria dos investimentos cabe ao setor privado, mas acompanhados de investimentos complementares do setor público em infraestruturas rurais, transportes, saúde e educação.
Nas zonas rurais, os investimentos públicos poderão ser em pequenos sistemas de irrigação e outras infraestruturas para beneficiar pequenos agricultores. Também poderão incluir a transformação de alimentos para reduzir o desperdício e as perdas durante as colheitas. 
No meio urbano, os investimentos podem ser para empresas ou outras iniciativas, como o artesanato, além de contratos de trabalho justos, facilidades de crédito, habitação e serviços relacionados com a nutrição. O trabalho foi elaborado por três agências da ONU especializadas no desenvolvimento agrícola e na luta contra a fome.

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