domingo, 19 de janeiro de 2014

NA "O TEMPO, O VENTO E O MOMENTO", O LUGAR COMUM

A poesia tem seu lugar neste domingo. Na que lerá abaixo, também dos arquivos dos anos de 1980, havia a preocupação com o tempo e o momento, um lugar comum em muitos de meus versos. 

O TEMPO, O VENTO E O MOMENTO

Agora você, tão esplêndida como sempre, chega
Chega e se aconchega ao meu ao meu ombro
E eu meio sem jeito aperto-a no peito
E me deito sobre o tempo
E me queixo por ele ser tão rápido
Mais que o vento; mais que as hélices do cata-vento
Então não o denomino nem como um momento
Pois tão rapidamente me vejo de novo sozinho
Miseravelmente só
Agora você, tão esplêndida como sempre, já se foi
Consigo foi-se a brisa, o vento e o momento
Será que foi realmente um momento?
...ou apenas um contento, tão simples acalento
do ar que se fez vento com o meu suspiro tão profundo?

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