domingo, 15 de setembro de 2013

NAS ESQUINAS DOS VERSOS

Alguns textos/exercícios do período em que era estudante de jornalismo.

Mal pude conter a minha revolta quando vi, indignado, minha doce Mariazinha dobrar a esquina. Um amor de tanto tempo, que nasceu também na esquina não, pode ter fim. Vou me matar com aspirina, creolina ou com uma overdose de ar, esta noite.
Como deitar naquela cama fria, com este frio de 6 graus, sem Mariazinha e o meu coberto acolchoado que ela levou?
* * *
Que pavor se apossou de mim quando acordei na varanda da casa de um amigo, depois de uma longa viagem sonâmbula. Lá estava eu, reunidos com R - o amigo, o dono da casa e a esposa; e outros desconhecidos, que nunca mais quero ver.
A viagem foi deliciosa e o vento sentido da portinhola do avião, que gelava o corpo dos pés à cabeça, era igual a durante todo tempo em que passeei pelo quintal de meu amigo completamente nu. 

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