segunda-feira, 22 de julho de 2013

ROSTO DA IGREJA NÃO ESTÁ LIGADO A MOVIMENTO

Imagem de Odilo Pedro Scherer
Dom Odilo Scherer -
17º arcebispo de São Paulo
O arcebispo de São Paulo, Odilo Pedro Scherer, de 63 anos, disse que a Igreja não nasceu de um contrato social, mas, a partir de Jesus Cristo. E, metaforicamente, “que o rosto da Igreja não está ligado a nenhum movimento”. Perguntado sobre os gastos com a visita do Papa Francisco ao Brasil, o arcebispo lembrou que o pontífice vem ao país para Jornada Mundial da juventude e a ele se destina a segurança de chefe de estado, como tal. Segundo Scherer, o papa participa de um evento de massa, um evento que também vai deixar dinheiro no país.
A entrevista, dada ao programa Canal Livre, na Band, reuniu os jornalistas Ricardo Boechat (mediador), Fernando Mitre e Stela Magalhães. Evitando comparações com a visita do papa à Espanha, Scherer disse que o impacto econômico naquele país foi mais pró do que contra e o gasto na Jornada foi positivo. Para ele, no Brasil não será diferente.“O futuro da igreja está nos jovens e vamos ter na Jornada, no Brasil, jovens de todas as partes do mundo, de diversas culturas”. 
O arcebispo não considera a mulher “marginalizada na vida da igreja”; no contexto de uma crise cultural, que é mundial, segundo ele,estão envolvidas todas as igrejas e, portanto, a Igreja Católica não é a que mais perde fiel. Ao citar as intransigências da Igreja, na questão dos preservativos e outras proibições eclesiais, o jornalista Fernando Mitre citou Bento XVI, mas Odilo Scherer foi cauteloso: “... colocam a Igreja Católica no centro das questões polêmicas, porém a igreja é muito que isso”.
O religioso foi firme em suas afirmações e se mostrou conhecedor das questões que envolvem os católicos, inclusive, os relacionados à internet. Segundo ele, as indulgências – uma das contrariedades do ex-padre e revolucionário Martin Lutero, não são negociadas pelas redes sociais: “não se recebe indulgências como um pacotinho”. Odilo Scherer foi firme ao ser questionado sobre a descontinuidade papal: “não há descontinuidade”, afirmou.
Sobre o dossiê deixado por Bento XVI, disse que existe, mas não foi um material que circulou despretensiosamente. Manteve-se somente entre os três cardeais que o fizeram, tornou-se de conhecimento do Papa Francisco ao assumir, mas são especulações relevantes, que não são as mais relevantes, mas vêm sendo analisadas e cobradas e com seriedade. 

Foto: Wikipédia -

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