segunda-feira, 20 de maio de 2013

POLÍCIA CRIA CARTILHA PARA COMBATER PEDÓFILOS

Uma cartilha para que pais saibam como evitar que seus filhos sejam vítimas de pedofilia, em sete páginas, com texto assinado pelo delegado Marcello Braga Maia, torna-se obra da  Polícia Civil do Rio de Janeiro. A cartilha alerta para as situações nas quais há risco de ocorrer abusos e dá explicações sobre a relação que os pedófilos travam com suas vítimas e foi lançada na quinta-feira (16) como parte da campanha do Dia Nacional do Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, dia 18 de maio.
A principal orientação aos pais: manter diálogo aberto com os filhos, a fim de que a criança não tenha vergonha ou medo de contar nada; devem ouvir com atenção e acreditar em todas as histórias contadas por seus filhos, por mais fantasiosas que elas possam parecer. E também deixar claro à criança que ela deve respeitar os adultos, mas que isso não significa obedecer a tudo o que dizem, "principalmente se isso envolver tocar, manipular, beijar ou machucar o corpo". Fazer com que as crianças entendam que não devem fazer pacto de segredo com ninguém e deixá-los à vontade para contar qualquer coisa.
Outra sugestão é que os pais mantenham uma "supervisão intensiva" sobre as crianças, no sentido de ter sempre um adulto de confiança atento ao comportamento e as amizades dos filhos. Se não for possível manter a supervisão, os pais devem pedir que as crianças fiquem o maior tempo possível junto de outras, diz o documento. "Lembre-se: o pedófilo prefere aquelas [crianças] afastadas", alerta a cartilha.
Além das orientações clássicas, como dizer para o filho não aceitar convites, dinheiro ou favores de estranhos, a cartilha afirma que é preciso ensinar à criança a "valorizar positivamente as partes íntimas do corpo". O objetivo é que o contato nessas partes por estranhos chame a atenção da criança para o fato de algo incomum estar acontecendo.
A cartilha vai muito mais além, citando as técnicas do abusador, que cria uma situação que se convencionou chamar "muro do silêncio", com ameaças do tipo: 'se você contar, eu mato você e sua mãe; vou deixar de gostar de você; nossa família vai ficar mal vista'. O desenvolvimento de uma relação de confiança com os filhos é a principal arma, segundo a cartilha, para que as crianças abusadas e que são ameaçadas quebrem o silêncio.

Fonte: A Folha de São Paulo e UOL - (texto adaptado) -
Clique para ver cartilha contra pedofilia -

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