segunda-feira, 8 de abril de 2013

VÍDEOS DE SAÚDE SÃO REPROVADOS POR ESTUDANTE

Divulgação -
A estudante de Volta Redonda Nathalia Monerat, de 23 anos, avaliou a qualidade dos vídeos de saúde da internet e reprovou a maioria. As dicas e notícias nem sempre dizem a verdade em sua íntegra. No final, ela defendeu a tese de que o profissional que fica longe da WEB, seja ele de qualquer idade, dá espaço para que internautas "contaminem" a rede com informações erradas sobre saúde.
Os resultados do estudo feito pela estudante, que cursa o último ano, foram selecionados para o congresso promovido pela sociedade médica do Rio de janeiro (Socerj), encerrado no sábado (6). Sua pesquisa, feita em seis meses, foi apresentada a médicos e acadêmicos. Ela investigou todos os vídeos postados na Internet.
O assunto era hipertensão, arritmias e insuficiência cardíaca. 1.152 vídeos com informações sobre doenças relacionadas ao coração continham diagnósticos errados. Só 4,3% dos vídeos assistidos por ela foram aprovados. "Os vídeos foram feitos por leigos, em geral pacientes contando suas histórias, por entidades que promoveram campanhas, reportagens dos mais variados veículos e por médicos”- disse Nathália em reportagem publicada  no site UOL no fim de semana (6).
Segundo Nathália  os principais erros são relacionados nome errados das doenças e descrições equivocadas sobre sintomas e tratamentos. Ela, entretanto, observou que os vídeos feitos por médicos contém menos erros.
A pesquisa tem como objetivo aproximar a comunidade médica do mundo virtual, assim como os profissionais mais velhos e resistentes aos avanços tecnológicos. E bom lembrar, conforme destaca, que com a internet à porta, cada vez mais acessada por pessoas de todas as idades, qualquer um que deixa o consultório ou que fica sabendo de uma doença, corre para o computador para pesquisar.
As dificuldades com a linguagem técnica, seja da medicina, do Direito ou de qualquer outra área, precisa estar mais próxima da comunidade e Nathália admite ser preciso melhorar "essa conexão".

Fonte e Foto: Pagina UOL/Saúde

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