quinta-feira, 1 de setembro de 2016

DEPOIS DO ANÚNCIO DE IMPEACHMENT, DILMA DISSE QUE FARÁ OPOSIÇÃO INCANSÁVEL

Foto capturada pelo computador do site BBC Brasil
Dilma Rousseff, a primeira mulher eleita no país, com 54% dos votos dos brasileiros, teve seu impeachment confirmado nesta quarta-feira (31/08). O mesmo Senado que a condenou, por 61 a 20 votos, manteve seus direitos políticos. A ex-presidente não ficará inelegível por 8 anos, como ficou Fernando Collor, o primeiro presidente eleito por voto direto, após a ditadura militar, também afastado por processo de Impeachment. 
Dilma afirmou em discurso após a votação que fará oposição incansável ao presidente Michel Temer. A ex-presidente afirmou ainda, conforme noticiou a imprensa, que “não gostaria de estar na pele dos que se julgam vencedores”. E que o Impeachment que sofreu foi um golpe “misógino”, “homofóbico” e “racista”.
Dilma fez o discurso duas horas após o término da sessão que a afastou definitivamente do cargo, sob os olhares de aliados, ex-funcionários, senadores parceiros que votaram a seu favor, além do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. 
A senadora Gleisi Hoffman (PT-RS), após o discurso de Dilma, afirmou: “isso não vai nos deixar de cabeça baixa, vamos ficar altivos e determinados para que um novo golpe não seja dado contra contra a Constituição”. 
Na mesma quarta-feira, a defesa de Dilma Rousseff disse que mandará para o Supremo Tribunal Federal (STF) duas ações questionando o impeachment. O advogado de defesa de Dilma, Jose Eduardo Cardozo, disse, entre outras coisas, que os senadores julgaram o processo antes da defesa se expressar. “Vamos questionar também a falta de justa causa para o processo, falta de motivo”, disse ele. 
Na votação do impeachment não houve abstenção: os 81 senadores votaram e o resultado foi comemorado com aplausos por aliados do presidente Michel Temer, que cantaram o Hino Nacional. A posse de Temer, para um mandato até 2018, foi por volta das 16h30min, em cerimônia no Plenário do Congresso Nacional, em Brasília.
Logo depois, em reunião ministerial, ele disse aos ministros “que não hesitem em defendê-lo das acusações de que o impeachment foi um golpe. Ainda no Congresso Nacional ele pediu que a tese de golpista seja contestada.


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