domingo, 5 de junho de 2016

REGIÃO LEMBRA DIA MUNDIAL DA ECOLOGIA COM ABRAÇO SIMBÓLICO AO "PARAÍBA"

Vera Lúcia orientando o grupo para o abraço
Um braço simbólico ao tão sacrificado Rio Paraíba do Sul assim foi lembrado o dia Dia Mundial da Ecologia é do Meio Ambiente na região. Em Barra Mansa alunos da rede municipal, com representantes das entidades envolvidas se reuniram um pouco antes do meio dia, junto a entrada da Ponte do Arcos. Por volta das 9 horas, o mesmo ato foi feito na Ponte Dom Waldyr Calheiros, em Volta Redonda. Em Porto Real, o evento, promovido pela Prefeitura, contou com a apresentação da banda municipal e o plantio de 20 mudas nativas da Mata Atlântica.
Os jornais de Barra Mansa e Volta Redonda, assim como a TV Rio Sul noticiaram as diversas atividades que ocorreram e vão ocorrer pelas comemorações da data. O barra-mansense Voz da Cidade lembrou da importância do rio, responsável pelo abastecimento de 60 municípios na região Sul Fluminense e do Médio Paraíba.
Aula pública na Praça Padre Eugênio, em Niterói.
Noticiou também as atividades de plantio e de limpeza em mutirão e as comemorações no Parque das Águas, em Resende. Oportunidades de passeio a Penedo e ao Parque Nacional de Itatiaia, que vão até o dia 11, fazem parte das celebrações do Parque das Águas.
O Diário do Vale e também a Voz informaram sobre o abraço simbólico ao rio ocorrido na duas cidades. Ambos citaram a aula pública ocorrida antes na Praça Padre Eugênio, no bairro Niterói, que é ligado ao Aterrado pela ponte que tem o nome do bispo.
Mais de 100 pessoas participaram em Volta Redonda. Em Barra Mansa, um grupo um pouco menor de mãos dadas na entrada da Ponte Ataúlfo Pinto dos Reis (Ponte dos Arcos) fez uma homenagem, depois seguiu até o meio da ponte, simbolizando o abraço.
Adriana Vasconcelos, pres.da Comissão Ambiental na aula
A vice-presidente do Comitê Médio Paraíba do Sul, Vera Lúcia Teixeira, que participou do ato nas duas cidades, falou da importância do simbologismo: “o abraço é uma forma de olharmos para o Rio com respeito e com carinho, pois é dele que saciamos a nossa sede; é dele que preparamos nossos alimentos e dele tiramos água para produzir nossos utensílios. Ao abraçar, estamos dizendo Sim a vida e Não ao estado de degradação que ele se encontra.
Vera Lúcia disse à reportagem da TV Rio Sul, feita no mesmo dia (3), que a capacidade atual do Rio Paraíba do Sul é de 40%. Segundo ela, para a região estar em “uma zona de conforto”, a capacidade do rio deveria ser de 70%, o que significa que a população precisa economizar água. Lembrou ainda da necessidade de preservação das nascentes e das florestas. “Temos que nos reprogramar, não dá mas pra viver em pleno século XXI com tanto desperdício”, resumiu.
O rio se afasta da margem
Foi lembrado por outros participantes da importância da não agressão aos rios. De acordo com analista de sistema do ICMBio Sandro Leonardo Alves, a proteção não está apenas na calha do rio principal, mas também em todo ecossistema associado, ou seja as florestas, seu entorno e seus afluentes; pequenos riachos e córregos.
A presidente da Comissão Ambiental Sul, Adriana Vasconcelos falou à reportagem da importância de proteção da principal barragem que abastece a região, pois caso contrário todas as cidades sofrerão com a escassez e  pode piorar ainda mais a qualidade da água.
O evento foi organizado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica   do Médio Paraíba do Sul, pelo Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica  do Médio Paraíba do Sul (Ceivap), Comissão Ambiental Sul, OAB-VR, Instituo Educa Mata Atlântica e Movimento Pela Ética na Política (MEP-VR). 

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