terça-feira, 10 de maio de 2016

RAPTE-ME CAMALEOA E CAPTE-ME UMA PRESENÇA BOA EM EXPOSIÇÃO NO "AMANHÃ"

“Rapte-me, camaleoa”, a música intrigante de Caetano Veloso, é a primeira frase que veio a cabeça do jornalista César Dulcidi, que se disse também intrigado com a exposição “Capte-me, nenhuma presença será ignorada“ que está no Museu do Amanhã, na Praça Mauá, n° 1, Rio de Janeiro. A exposição, lançada na última sexta-feira, vai até 20 de Julho e mistura ações tecnológicas combinadas com inteligência artificial, robótica, biotecnologia, impressão 3D, além de muito jogo de luz, som e imagens.
Apresentada pelo Laboratório de Atividades do Amanhã, a exposição, conforme a reportagem da Agência Brasil, é dedicada à inovação e à experimentação, tudo isso em harmonia com os resultados da tecnologia tradicional e a neotecnologia, surgida no 3º milênio, misturando luzes e espetáculo pirotécnico. É a mistura de fogo, luz, cor e tecnologia, como diz o jornalista César Dulcidi. 
- “Rapte-me camaleoa, adapte-me a uma coisa boa” é tudo que representa a exposição, em um momento da sociedade humana em que somos captados, em todos os lugares, por câmeras, e somos achados em qualquer parte pelo celular ou por um ship adaptado, completa o jornalista, parafraseando Marcela Sabino, diretora do Laboratório de Atividades do Amanhã.
Marcela Sabino, curadora da exposição, disse à reportagem da Agência Brasil que a mostra procura revelar o ser humano sendo captado por vários sensores e vários sistemas à sua volta. “A exposição é uma metáfora para o que acontece no mundo em todos os momentos”, conclui a diretora.
Passando por ambientes lúdicos e exploratórios, o público interage com as projeções, sons e gráficos, que vão se modificando a todo momento, a medida que todo o aparato tecnológico da exposição capta a movimentação do público no ambiente. E o público descobre, em um determinado momento, que pode interferir e obter resultados diferentes quando anda, olha, toca e se posiciona em espaços diferentes da mostra.
- É o próprio público em exposição, num jogo de dados, resume César Dulcidi. E os dados são a principal matéria-prima da era da informação, de acordo com Marcela Sabino. "Que quando recebem mais volume, com planilhas e estatísticas, oferecem resultados que podem ser trabalhados de varias formas, solucionando problemas e gerando conhecimento", afirma ela na entrevista. Pode ser a captação de uma mensagem à toa, como diz Caetano Veloso em sua música.
Vídeo extraído do You Tube - uma produção Vevo

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