domingo, 24 de abril de 2016

PAÍSES PODEM OU NÃO CUMPRIR O ACORDO DE PARIS, QUE SÒ PASSA A VALER EM 2020

Há um consenso entre os cientistas que 2016 será o ano mais quente da História. Tudo por causa da emissão de gases de efeito estufa. Na assinatura do Acordo de Paris, ocorrido no Dia da Terra, em Nova York, diplomatas e representantes de diversos países, inclusive o Brasil, assumiram compromissos de reduzir os poluentes lançados no ar, porém ações só começam a acontecer em 2020, quando o acordo passa a vigorar.
Enquanto isso, os países continuarão a poluir seus ecossistemas, com o “progresso” automobilístico, suas indústrias, suas termoelétricas, propagação de fertilizantes , desmatamentos, como os que ocorrem no Brasil.
Na Conferência do Clima, em dezembro de 2015, cada país apresentou em París sua meta. Se será ou não cumprida não se sabe, pois no final nenhum será punido por faltar com o compromisso assumido. Porém, nenhuma mudança vai ocorrer, se for as emissões de gases estufa como acontece atualmente em todo o mundo, conforme disse Patrick Egan, co autor de um estudo apresentando aumento da temperatura da terra, que influencia as mudanças climáticas.
A Conferência do Clima em Paris (COP-21), popularmente chamada de Acordo de Paris, que manteve mais uma agenda em Nova York, onde a presidenta Dilma Roussef discursou, é um acordo que pode ou não ser cumprido. Afinal, até hoje, o compromisso mais sério assumido pelos países, desde a Eco-92, ocorrida no Brasil, foi o Protocolo de Kioto, em 1997, não assinado pelos Estados Unidos e outras grandes potências.
A verdade é que, os Estados Unidos estão entre os países que mais podem ser beneficiados com as mudanças que ocorrerão a partir do cumprimento das metas, mas, são os maiores emissores de gases de feito estufa. O relatório da Administração Nacional dos Oceanos e Atmosferas dos EUA (Noaa),do mês passado, março mais quente desde que se começou, em 1880, os registros históricos anuais.
O Brasil, garantem especialistas, assinou o Protocolo, que tem poder de lei, diferente do Acordo de Paris, que é na verdade uma carta de intenções, conforme disse a presidente do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, Suzana Kahn, que também é coordenadora executiva do Fundo Verde da UFRJ. 
Com base em reportagem de Renato Grandelle, de 21 de Abri de 2016, publicada em o jornal O Globo

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