sábado, 15 de março de 2014

O PROFESSOR TEM MESMO SEMPRE RAZÃO OU A RAZÃO?

A escola de hoje segue outros caminhos. No mundo tecnológico, com a internet, os recursos científicos dão à vida acadêmica uma nova dimensão. Quando escrevi este texto, em novembro de 2005, falava-se no ensino a distancia e eu, em minha ignorância, pensava coisas mirabolantes e imaginava salas de aulas sem professores. E uma pergunta na ocasião eu fazia: porque o professor tem sempre razão?
Por si só a pergunta tem razão de existir. Mesmo porque, nem sempre o professor está com a razão. Seu papel é o de fazer a razão florescer, o raciocínio fluir, a atenção permanecer. Por causa de uma escola tradicional, um ensino perverso e uma ditadura na mochila a escola é como o mundo. Da frase “cada povo tem o governo que merece”, extraio o seguinte: cada tempo tem sua escola, mas cabe ao professor fazer sua parte.
A escola do passado foi um órgão dos aparelhos ideológicos de Estado, assim como são a do presente e a do futuro, além de o sistema das diferentes igrejas, o familiar, o jurídico, o político e até o da informação. Eu também penso, modestamente, que os menores espaços e inofensivos púlpitos da arte, desportos e lazer sempre serão “aparelhos ideológicos”, conforme a visão do professor e filósofo Louis Althusser. 
A escola pode reproduzir a educação do sistema político local, mas professores podem com suas verdades e criatividades construir o caminho dialético da crítica. Escolas são apenas paredes de cimento; ou palhoças improvisadas (como em um acampamento dos sem terras, mostrado em fotos de Sebastião Salgado); ou ainda bancos ao ar livre ou até mesmo uma horta. 
Qualquer ambiente salutar cabe a escola; o professor é que às vezes pode estar no lugar errado, mas ele sempre terá a razão.

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