quinta-feira, 3 de outubro de 2013

BARRA MANSA, COMO OUTRAS, ESTÁ NA CASA DOS DUZENTOS

A ex-estação e árvores do Jardim das Preguiças
Em setembro, Resende, Valença e Vassouras fizeram aniversário e estão com mais de 150 anos. Hoje é a vez de Barra Mansa: faz 181 anos. Conforme a História, todas se originaram da grande Fazenda Resende. A aniversariante convive ainda com um sonho: a retirada definitiva do pátio de manobras. Seu grande patrimônio verde é o Parque Centenário, conhecido como Jardim das Preguiças, uma referência ambiental urbana.
O lugar foi remodelado em 1874 pelo botânico francês August François Marie Glaziou. As mãos do paisagista Roberto Burle Marx deram o complemento final ao grande jardim, onde atualmente há mais de 36 espécies arbóreas e pequenos animais como Cotia; diversos tipos de pássaros e o bicho Preguiça.
Na década de 1930, Barra Mansa ainda conservava o título de maior produtora leiteira do Brasil, começando ainda na primeira metade do século XX a ser industrializada, com a construção do Moinho Fluminense, que hoje dá lugar a Prefeitura Municipal; a Companhia Metalúrgica Barbará, atual Saint Gobain; a SBM (Siderúrgica Barra Mansa) e a Nestlé, que já deixou o município.
Estação hoje abriga o Centro Cultural Estação das Artes
Barra Mansa, que já teve uma área de mais de 800 mil quilômetros quadrados, com limites - de um lado, com a Serra do Mar - do outro, a da Mantiqueira, terras que no passado habitaram índios das etnias Puris, Coroados e Araris, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) tem hoje uma extensão de 547.226 Km2.
Em 1871, recebeu a princesa Isabel e o Conde d’Eu para a inauguração da Estação Ferroviária. A mesma que em 1985, quando se encontrava desativada e abandonada, sofreu um incêndio que quase a leva ao chão. Depois de apelos de grupos organizados, a Estação foi reformada, em 2004 e tombada como patrimônio histórico. No local funcionou a biblioteca municipal e atualmente tornou-se Centro Cultural Estação das Artes.
O futebol reserva uma marca de glórias à cidade, reveladora de talentos no passado. O Barra Mansa Futebol Clube, o Leão do Sul, ao lado da Ponte Preta de Campinas, foi pioneiro na profissionalização de jogadores. O time ainda sonha com a 1ª Divisão do Futebol Carioca.
Barra Mansa foi a primeira cidade do interior do Estado a começar na década de 1960 a construção de uma universidade que, em 1997 tornou-se o Centro Universitário de Barra Mansa (UBM).

                                                         

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