sexta-feira, 26 de julho de 2013

PAPA IMPROVISA AO SOM DE BOSSA NOVA E SAMBA

No quarto dia de visita ao Brasil, o Papa Francisco faz a “acolhida aos jovens, na Jornada Mundial da Juventude e mais uma vez improvisou e surpreendeu o público de mais de 1,5 milhão de pessoas, na Praia de Copacabana. A festa ontem (25) levou representantes dos continentes africano, Asiático, europeu e americano ao palco, frente a frente com o papa, que recebeu presentes, presenteou  e falou abraçando cada um. A brasileira, que representou as Américas, se emocionou e disse que o pontífice desperta na juventude união, carinho e orações.
A primeiro dia do Papa em Copacabana - depois de visitas, inclusive à favela de Varginha, onde esteve na casa de alguns moradores, teve aparência de abertura de olimpíadas, com a cerimônia das bandeiras e desfile dos jovens representando os 170 países na Jornada.  A celebração de boas vindas foi embalada por bossa nova, MPB e samba de exaltação ao Rio. 
Se por um lado o Papa em seu discurso inicial abraçava a todos os jovens com afeto universal, os brasileiros da Terra de Santa Cruz apresentaram ao mundo encenações das 5 regiões do país.

As apresentações sobre o inicio da evangelização no país; sobre o Círio de Nazaré, com a canção de Fafá de Belém; da procissão do fogaréu e o ritual dos tapetes de flores, embalada pela música “ó Deus, Salve o Oratório”; dos jovens do Sul mostrando as missões dos Jesuítas e dos jovens do Nordeste encenando o achado da imagem de N. Sra. Aparecida, nas águas do Rio Paraíba do Sul, em 1717, foi o resultado do trabalho da juventude mostrando ao mundo extratos das diferentes das cinco regiões brasileiras: norte, nordeste, sul, sudeste e centro-oeste.
As coreografias, as artes e as músicas foram acompanhadas pelo Papa (do alto que lhe foi reservado) com algumas participações incluindo-o no contexto. A cantora Fafá de Belém aproveitou o tempo exato de pausa em sua apresentação  para ajoelhar-se em frente ao pontífice, cumprimentá-lo e voltar para a música.
Em sua homília, o papa lembrou que a Fé é revolucionária e pediu aos jovens que “coloquem Cristo em sua vida”; que dinheiro e poder não é tudo. E usou a palavra botar, com bastante ênfase, que acabou amplamente divulgada pela imprensa. “Bote esperança, bote amor e a vida terá um novo sabor”. O Papa Francisco em todos os discursos descobre colocações comparativas, para tornar “forte” o que quer dizer. Uma característica dos papas.
João Paulo II, em sua visita na década de 1980, ao Brasil, em Belo Horizonte, quando falava também aos jovens disse que “poderia se olhar as montanhas, ou a cidade bela e dizer belo horizonte, mas, também, poderia olhar para os jovens é dizer que belo horizonte”. Ele se lembrou dos que não puderam estar na Jornada. Citou o evangelho proferido que falava em acolher as palavras de Jesus e colocá-las em prática.
E as palavras, disse o papa "servem para entreter, mas passam como vento e podem trazer a mentira, mas há aquelas que instruem que são as palavras de Jesus.

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