quarta-feira, 10 de julho de 2013

NO CAIRO, COMO NO RIO, REPÓRTER FILMA A MORTE

A exemplo do que aconteceu em 2011 com um cinegrafista da TV Bandeirantes, no Rio de Janeiro, outro profissional, Samir Ahmed Assem, de 26 anos, registra a sua própria morte em uma revolta na capital egípcia. Ele foi morto por um soldado, quando filmava a ação de um policial que disparava contra a multidão em um comício de apoiadores de Mohamed Mursi, presidente do Egito.
Nas imagens feitas pela câmera, é mostrado um oficial atirando contra a multidão e o cinegrafista focalizando a arma mirada em sua direção. O momento, fração de segundos, ficou imortalizado na câmera, que filmava a violência nas ruas do Cairo, conforme revela a reportagem de o Clarín argentino e o vídeo publicado no YouTube. Companheiros do jornalista encontraram seu equipamento todo sujo de sangue, junto com seu telefone celular.
Conforme relatado, o fotógrafo trabalhou para o jornal local "Al-Adala Wa AlHoria”, que represente político da Irmandade Muçulmana.
Nas imagens do cinegrafista Gelson Domingos da Silva, de 46 anos, que naquela manhã de domingo (novembro de 2011), junto com o repórter Ernani Alves, acompanhava a ação de policiais do Bope, o risco é bem claro. Os policiais perseguiam traficantes na Favela de Antares, zona oeste do Rio, e tinham na retaguarda a dupla da imprensa. O cinegrafista, que tanto pediu ao colega para se abaixar, ainda mostrou outros profissionais registrando o fato,  mantendo a câmera ereta, mas acabou atingido e morreu no local.

Fonte: Jornal Clarín, da Argentina - e vídeos de YouTube -


Imagens de Cairo e do Rio de Janeiro

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