sexta-feira, 9 de julho de 2010

LUXO E LIXO SERÃO SINÔNIMOS

São problemas da humanidade: ausência de antídoto para algumas doenças; aumento da violência e disseminação das drogas por todo o mundo; de como fazer valer a Justiça e; os desastres naturais. E o que fazer com todo lixo produzido? Talvez este, entre outros, seja o pior. Por esta razão, a política nacional de resíduos sólidos é um grande avanço no país. As empresas, todas, instaladas em terras brasileiras, terão que reciclar o seu próprio lixo. Isto sim, seria o ideal. Todavia, com a Lei, melhora-se um pouco. As empresas terão que ter uma logística de reversão. Fazer com que resíduos gerados por seus produtos no mercado, retornem ao fabricante e este lhes dê uma destinação final. Com isso, supõe-se, ou pretende-se, que acabem os lixões.

Restos de papel, plásticos e todo o tipo de material não poderão ter como destino final o lixão. E o meio-ambiente deverá ficar livre dos resíduos nocivos a ele. Interprete, todo cidadão, tal Lei com cuidado. Hoje, o lixo é descartado na natureza sem nenhum critério. Sempre foi. Incoerentemente, em Barra Mansa, e outras tantas cidades ribeirinhas, as empresas sempre jogaram seus restos nos rios. Em um passado não muito distante, o Rio Bananal* servia de depósito de sobras de animais provenientes de frigoríficos existentes em suas margens. O Rio Paraíba do Sul, chamado na região de Paraíba, era sempre procurado quando se tinha em mãos um animal morto. Naquela época a frase "jogar no Paraíba", era a mais corriqueira.

Preocupada com o destino final de toda matéria prima descartada, antes de tudo, a Lei precisa ser divulgada, estudada, tornada conhecida por todo cidadão. Alguns vão dizer:"Ah! é uma Lei somente para as empresas". Não! Antes de tudo é uma máxima para todo o ser humano. Tem que se tornar objeto de estudo nas escolas do país. Precisa ser cartilha para cada aluno. A fim de que, no bojo desta Lei, surjam outras, benéficas, eficazes, que transformem o "jogado fora" todos dos dias. Talvez, assim, surja uma geração (des) preocupada com o lixo. Empenhada em fazer das sobras alimentares, dos restos dos produtos, dos resíduos acumulados e dos despojos dispensados por capricho ou falta de necessidade, um destino reutilizável. Aí, luxo e lixo serão sinônimos.

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