quarta-feira, 5 de maio de 2010

– Dia Nacional das Comunicações - OFUSCA A MENTE IMAGINAR UM MUNDO SEM CELULAR

Uma musiquinha ou som tocado em qualquer lugar é motivo de sobressalto na multidão ou na calçada. Um ou outro vai levar a mão no bolso ou à cintura em busca do aparelho que toca. É involuntário. E hoje, Dia Nacional das Comunicações, é bom refletir a grande transformação mundial ocasionada por esse micro comunicador, que oito entre 10 transeuntes trazem consigo. Há dez ou doze anos, no Brasil, os disputados celulares “tijolão” eram ostentados na cintura, sem nenhuma resignação. Atualmente, na opinião dos  jovens é “pagar mico”.
O impressionante é perceber a reviravolta que o celular causou na sociedade de emissores e receptores de informação. A comunicação fácil e o pseudocontrole dos filhos nas baladas noturnas. Ajudas em caixas eletrônicos e até o controle de pequenas manadas. No campo, ainda, onde há sinal, é claro, as dicas do agricultor, do veterinário, etc. Na cidade, a orientação para se chegar a qualquer lugar. É difícil para a instituição escolar proibir o seu uso entre alunos, se há pais professores que já o utilizou. Ao mesmo tempo é aterrorizante o seu poder no interior dos presídios e nas mãos de bandidos em morros e pontos de tráfico de drogas.
A revolução da TV apagou-se do imaginário popular e da Internet e similares tomam seu espaço a passos de dinossauros, tal a velocidade do desenvolvimento tecnológico. Falar sobre as comunicações hoje, para qualquer orador, vai ser simplório se usar o mesmo discurso de cinco anos. Os inventos no setor se multiplicaram e a comunicação não tem dono. Numa mesma platéia, sob proibição, haverá uns dez ou mais abrindo mão da atenção à palestra para atender o celular. E outros ocupados com o computador portátil sobre o colo.
E o que dizer para um público jovem sobre a invenção do telefone? O acesso a este comunicador, inimaginável para a geração dos anos de l970 e que foi revolucionária, é muito fácil, independe de condição financeira ou social. Facilitaram as relações, do sexual, ao moral ou profissional. Resta a cada um fazer bom uso do seu comunicador pessoal e se tratando de celular, lembrar aos filhos que na infância o telefone fixo era objeto de luxo, pode  causar surpresa.
Imagine, uma linha telefônica podia ser trocada por um Fusca! Agora, um mundo sem celular, ofusca a mente de grande maioria, principalmente da mais jovem.

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